CARAJÁS

Carajás

INDICAÇÃO

O Carajás pode ser plantada desde o nível do mar até 1.500 m de altitude, sua grande produção de forragem é concentrada nos meses chuvosos (verão), chegando até 90% do total produzido. Pode ser utilizado em pastejo direto e também como pasto de corte. Ultimamente alguns produtores vêm utilizando a forragem produzida como bioenergia para produção de energia termoelétrica e também para produzir calor em secadores de grãos.

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

Família
Poaceae
Gênero
Pennisetum
Espécie
purpureum x glaucum
Cultivar
Carajás
Nome Comum
Carajás
Propriedade dobra lotação após implantação do capim MG 12 Predão
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SEMENTES

Propriedade dobra lotação após implantação do capim MG 12 Predão

Sítio São José l MG13 Braúna Matsuda se mantém verde na seca
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SEMENTES

Sítio São José l MG13 Braúna Matsuda se mantém verde na seca

Conheça o novo cultivar Matsuda MG18 Áries II
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SEMENTES

Conheça o novo cultivar Matsuda MG18 Áries II

Conheça a segunda geração do cultivar Áries, o MG18 Áries II
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SEMENTES

Conheça a segunda geração do cultivar Áries, o MG18 Áries II

Nome comum: Capim elefante Carajás

Nome científico: Pennisetum glaucum x Pennisetum purpureum

Cultivar: Carajás

Recomendações de solo: Para solos de alta fertilidade ou adubados 

Tolerância ao frio: Alta

Tolerância a seca: Média

Forma de crescimento: Touceira ereta    

Recomendação de Manejo: Igual ao Paraíso

Utilização: Para pastejo direto e silagem

Altura: Até 3,4m

Teor de proteína na M.S.: 8 a 12%

Digestibilidade: Até 65% ("in vitro")

Produção de forragem: 35 a 50 t/ha/ano de matéria seca (M.S.) 

Estabelecimento: Por sementes sexuais

Ciclo vegetativo: Perene - ciclo de florescimento 4 meses

UTILIZAÇÃO E MANEJO


Pode ser plantada desde o nível do mar até 1.500 m de altitude, sua grande produção de forragem é concentrada nos meses chuvosos (verão), chegando até 90% do total produzido. Pode ser utilizado em pastejo direto e também como pasto de corte.

Ultimamente alguns produtores vêm utilizando a forragem produzida como bioenergia para produção de energia termoelétrica e também para produzir calor em secadores de grãos.


OBTENÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO CARAJÁS


O cultivar Carajás é originário de seleção recorrente, por três ciclos consecutivos, de diversos acessos obtidos do cruzamento inter-específico entre Pennisetum purpureum  x Pennisetum glaucum. 

    No ano agrícola 1999/2000 foi selecionado 200 indivíduos (plantas) dentro de uma população de 10.000 plantas do cultivar Paraíso-Matsuda, também resultante do cruzamento entre o P. purpureum e P. glaucum. A seleção foi embasada em plantas semelhantes a diversos caracteres morfo-agronômicos (altura de planta, número de perfilhos, comprimento e largura de folhas, diâmetro de colmo, relação folha/haste, comprimento de internódio, comprimento de haste da inflorescência, comprimento da inflorescência e ciclo de florescimento); em seguida a identificação de cada planta selecionada e coleta de sementes destas mesmas plantas em sacos especiais de colheita. Em seguida, foi realizada a análise das sementes coletadas, em laboratório para determinação de diversos parâmetros de qualidade (pureza física, número de sementes por grama, germinação, viabilidade em tetrazólio e teste de vigor). Após a obtenção destes dados, retorno às plantas identificadas no campo, seleção daquelas com os melhores resultados para as características de sementes acima citadas e realização de sua propagação vegetativa (através de frações de colmos com pelo menos duas gemas).

    No ano agrícola 2000/2001 foi realizado a reconstituição da população através de mistura equitativa dos descendentes dos indivíduos selecionados na geração anterior. Foi feito o plantio da população reconstituída em campo isolado, com intercruzamento livre e em seguida a seleção de novos indivíduos. Desses, a colheita e análise de amostras de sementes, de maneira semelhante à realizada na geração anterior.

    Em 2001/2002 uma nova reconstituição da população, com uso de metodologia semelhante ao processo anterior.

    Os ensaios de avaliação do cultivar Carajás foram feitos em cinco locais diferentes, durante três anos consecutivos (anos agrícolas 2002/2003, 2003/2004 e 2004/2005), conforme as normas exigidas pelo VCU (Valor de Cultivo e Uso) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. Em todos os locais, Álvares Machado-SP,  Presidente Bernardes-SP, Jateí-MS, Mateiros-GO e São Desidério-BA, o cultivar Carajás foi comparado com o cultivar Paraíso-Matsuda. Nos ensaios realizados, o Carajás mostrou-se semelhante ao Paraíso-Matsuda, nas seguintes características:

- Altura de planta

- Número de perfilhos

- Diâmetro de colmo

- Teor de proteína bruta na folha

- Teor de proteína bruta no colmo

- Digestibilidade "in vitro" de folha e colmo

    O Carajás foi superior ao Paraíso-Matsuda por ter maior produção de matéria seca (ton/ha) e maior produção de proteína bruta por área (kg/ha). Outra vantagem do Carajás foi apresentar plantas mais uniformes que o Paraíso-Matsuda, com touceiras mais homogêneas. A qualidade das sementes produzidas pelo Carajás também são superiores ao Paraíso-Matsuda, apresentando melhor germinação e maior vigor.

    No ano 2005/2006 a estabilidade fenotípica foi confirmada com o plantio de campos estabelecidos com sementes colhidas no ano agrícola 2004/2005. A estabilidade permaneceu elevada, indicando que não houve alteração na base genética da população avalizando a estabilidade, a herdabilidade e a distinguibilidade do cultivar Carajás.

    O Carajás é uma planta com hábito de crescimento ereto, formando touceiras densas, vigorosas e com bastante perfilhos. São plantas com 2,0 a 3,0m de altura, possui colmos de diâmetro médio em torno de 3 a 4cm, com pouca cerosidade sob a bainha, os internódios são curtos a médios e coloração verde. As folhas apresentam bainhas de coloração verde-amarela, com baixa pilosidade e as lâminas foliares são semi-eretas e de comprimento longo. As lâminas foliares possuem largura média entre 5 a 8cm e florescem geralmente no final do período chuvoso. A produção de sementes do Carajás foi entre 150 a 250kg/ha.

ORIGEM

Híbrido forrageiro originário do cruzamento artificial entre o milheto (mãe) e o capim elefante comum (pai). Esta cultivar difere do capim elefante Paraíso por apresentar altura mais uniforme, mesma quantidade de perfilhos, além das sementes viáveis.


CARACTERÍSTICAS AGRÔNOMICAS

Espécie forrageira de alta produção de forragem, com boa qualidade nutricional, utilizado para pastejo direto, pasto verde picado e para confecção de silagem. O estabelecimento de pastagem pode ser feita através de sementes viáveis.



CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS

Espécie forrageira de porte alto, podendo atingir acima de 3,5 m de altura, com colmos eretos, dispostos em touceiras abertas ou não, possui rizomas curtos, folhas verde-escuras, com 30 cm a 110 cm de comprimento por 3 a 10 cm de largura



INTRODUÇÃO


A pecuária continua sendo uma das principais atividades econômicas do Brasil e as pastagens ocupam uma das maiores áreas cultivadas no país, aproximando-se de 100 milhões de hectares. Mais de 70% dessas pastagens estabelecidas são de Brachiaria, principalmente pelas características de exploração, de clima e tipo de solo.

    Muitos produtores ainda exploram a atividade pecuária de modo extrativista, em solos de baixa fertilidade e exauridos, geralmente arenosos, adotam o monocultivo de pastagem, e cada vez mais, localizadas em áreas marginais das propriedades, uma vez que as áreas mais nobres estão sendo ocupadas por outras culturas como a soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, etc.

    Por outro lado temos produtores que estão se especilaizando cada vez mais em sua atividade, seja na engorda de animais, na cria e até mesmo na produção de leite, investindo em pastagens, em genética e em técnicas de produção. Um dos problemas na pecuária tropical é a sazonalidade na produção de forragem, onde temos uma alta produção no período mais quente e chuvoso do ano e baixa produção no período mais seco e frio. Essa característica de produção de forragem de nossas pastagens tropicais, comprometem toda a produção animal, se a atividade não for bem administrada e planejada. Assim, uma das alternativas para dispôr de alimento neste período crítico do ano, é guardando a alta produção de forragem do período chuvoso, em forma de silagem e feno, para o período mais seco e frio.

    Desse modo, na pecuária moderna e em propriedades tecnificadas, é importante manter uma área com pastagem de corte, servindo de fonte de forragem para ser cortada, picada e oferecida aos animais ou guardadas em forma de silagem ou fenos, para a época mais crítica do ano. As culturas mais utilizadas para essa finalidade são a cana-de-açúcar, as pastagens do gênero Panicum (Tanzânia-1, Mombaça, etc) e Pennisetum (capim elefante).


OBJETIVO


Com o intuito de atender o mercado de pastagens para corte, a Sementes Matsuda, tem nos últimos anos selecionado cultivares de capim elefante de alta produção de forragem, de boa qualidade nutricional e que pudesse ser estabelecido através de sementes.

    O primeiro resultado desse trabalho foi o cultivar Paraíso-Matsuda, registrado pela empresa no RNC/MAPA em 1999, derivado de uma seleção feita na população originário do cruzamento inter-específico entre o Pennisetum purpureum (capim elefante) x Pennisetum glaucum (milheto).

    O segundo cultivar selecionado para o mercado de pastagens de corte, pela Sementes Matsuda, é o CARAJÁS, que é estabelecido por sementes, apresenta boa produção de forragem e um bom valor nutritivo, características desejáveis para um pasto de corte.