As sementes de forrageiras é um insumo muito importante no momento de reformar e recuperar um piquete degradado. O uso de sementes de baixa qualidade pode comprometer todo o investimento feito em preparo de solo, calagem, adubação, confecção de terraços, controle de ervas daninhas e outros, pois dela depende o estabelecimento de novas plantas forrageiras.

No Brasil, e também em outros países, existem legislações que devem ser cumpridos desde o campo de produção de sementes até a utilização. Esta legislação normatiza o transporte de sementes, o beneficiamento, o armazenamento, a comercialização, as análises feitas em laboratórios e até mesmo os usuários podem ser punidos por utilizarem sementes fora dos padrões estabelecidos pelo MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Ovos de cigarrinhas, sementes de ervas daninhas, nematóides, vários microorganismos, são apenas alguns exemplos de problemas que podem ser adquiridos com as sementes de baixa qualidade.

A Instrução Normativa nº 30 de 21 de maio de 2008 determina os padrões mínimos das sementes de forrageiras. Segue abaixo alguns exemplos:

Anexo III - Padrões para produção e comercialização de sementes de espécies de gramíneas (Poaceae/Gramineae) forrageiras.

Existem padrões mínimos também para a presença de sementes de ervas daninhas e de misturas varietais. Estes padrões fazem parte de Anexos da IN nº 30 também.

Existia um parâmetro que era, até pouco tempo, utilizado como padrão de qualidade, o Valor Cultural (VC%). Atualmente o VC é somente utilizado como um fator para calcular a quantidade de sementes para o plantio. Este valor é calculado pela seguinte fórmula:

O valor cultural é importante para o plantio, pois associa um fator de qualidade física que é a pureza (%) , com um fator de qualidade fisiológica (%) que é a germinação (%). O valor cultural indica a quantidade de sementes puras e germináveis de um lote de semente. Quanto mais alto o valor cultural, melhor a qualidade das sementes.

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