TANZÂNIA

INDICAÇÃO

O Tanzânia-I é uma planta exigente em fósforo (P) e potássio (K), principalmente na fase de implantação. Por ser planta exigente em fertilidade, recomendamos o monitoramento da fertilidade através de análise, principalmente a aplicação de nitrogênio em cobertura para manutenção da produtividade forrageira.

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

Família
Poaceae
Gênero
Panicum
Espécie
maximum
Cultivar
Tanzânia-I
Nome Comum
Tanzânia
SEMENTES

Dicas de plantio

SEMENTES

Dia de Campo - Coopermota

SEMENTES

Vantagens da MG13 Braúna

SEMENTES

MG12 Paredão Faz. Santa Clara do Timbé


Nome científico: Panicum maximum Jacq.

Cultivar: Tanzânia-I (ORSTOM T 58; BRA 007218)

Fertilidade do solo: Alta

Forma de crescimento: Touceira cespitosa

Altura: Até 1,6m

Utilização: Pastejo direto, silagem e fenação

Digestibilidade: Excelente

Palatabilidade: Excelente

Precipitação pluviométrica: Acima de 800 mm anuais

Tolerância à seca: Média

Tolerância ao frio: Média

Teor de proteína: 12 a 16% na MS (Matéria Seca)

Profundidade de plantio: 0,5 a 1,0cm

Ciclo vegetativo: Perene

Produção de forragens: 20 a 26 t/ha/ano de matéria seca

Consorciação: Todas as leguminosas, principalmente a trepadeiras

UTILIZAÇÃO E MANEJO


O Tanzânia-I é uma planta exigente em fósforo (P) e potássio (K), principalmente na fase de implantação. Por ser planta exigente em fertilidade, recomendamos o monitoramento da fertilidade através de análise, principalmente a aplicação de nitrogênio em cobertura para manutenção da produtividade forrageira.

        Em experimento de três anos de pastejo, ela foi superior aos cultivares Tobiatã e Colonião, tanto em ganho por animal quanto em ganho por área. O ganho diário por cabeça foi, em média, 720 g nas águas e 240 g na seca.




 Solo LVE - distrófico, fase cerradão e textura argilosa, com uma adubação mínima no estabelecimento com fósforo

     

        Em área corrigida e adubada, tem mostrado boa aceitabilidade pelos bezerros, com ganhos de peso superiores aos obtidos na Brachiaria brizantha cv. Marandu. Os melhores resultados são obtidos em pastagens rotacionados, com 1 a 5 dias de pastejo e 25 a 30 dias de descanso, durante o período chuvoso e 45 a 50 dias no inverno. Em diversos experimentos a taxa de lotação ultrapassou a 4,0 U.A.*/ha. Pode ser utilizada por bovinos em fase de engorda e cria. Pode ser consumida por eqüinos e ovinos.

* U.A. = 450kg de peso vivo


QUANTIDADE DE SEMENTES NO PLANTIO


Para o cálculo da quantidade desta semente no plantio recomendamos o uso do quadro de Fatores para Panicum maximum abaixo e a fórmula:


FATOR  = kg/ha de sementes

  VC




As condições de plantio referem-se ao preparo de solo, as condições climáticas da região (chuva, temperatura do solo e luminosidade), se o solo foi corrigido (calagem) e fertilizado, se há problemas com insetos (formigas, cupins, grilos, gafanhotos, lagartas, cigarrinhas, etc), se há problemas com a infestação de ervas daninhas, etc.


        Estas informações deverão ser obtidas com o proprietário ou o administrador, pois são estas pessoas que conhecem melhor a região, para recomendarmos a quantidade necessária de sementes no plantio, assim como a forma em que será plantada. Por exemplo: condições médias de plantio, utilizando-se uma distribuidora de calcário e sementes com VC de 25%.


FATOR =  220  = 8,8 kg/ha de sementes de VC 25%

  VC          25

ORIGEM


Cultivar introduzido no Brasil pela EMBRAPA, coletado em 1969 em Korogwe-Tanzânia (África) pelo ORSTOM (Institut Français de Recherche Scientifique pour le Developpement em Coopération) em 1969.

        Foi avaliado além do Brasil, no México, Cuba e Colômbia.


CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS


É uma planta cespitosa de ciclo anual, com altura média de 1,3m, folha decumbente com largura média de 2,6cm. Lâminas e bainhas são glabras, sem cerosidade. Os colmos são levemente arroxeados. As inflorescências são do tipo panícula, com ramificações primárias longas, e secundárias longas apenas na base. As espiguetas são arroxeadas, glabras e uniformemente distribuídas. O verticilo é glabro.


CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS


É um cultivar de porte médio, atingindo 1,30m de altura e mesmo apresentando colmos velhos, não é rejeitada pelos animais, o que normalmente acontece com touceiras de Colonião e Tobiatã.

        A produção forrageira deste acesso foi de 133t/ha/ano de matéria verde e 26 t/ha/ano de matéria seca foliar, chegando a produzir três vezes mais que o "Colonião" na seca (10,5% da produção anual). Sua produção no nível baixo de fertilidade do solo correspondeu a 80% do nível alto.

        A planta apresentou durante o experimento 80% de folhas no ano, 82,7% na seca e 12,7% e 9,1% de proteína bruta nas folhas e colmos, respectivamente.

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