MOMBAÇA

INDICAÇÃO

Recomendado para bovinos em fase de engorda e produção leiteira. Pode ser consumida por eqüinos e ovinos. O Mombaça por apresentar talos mais grossos que o Tanzânia, deve ser pastejado sempre verde.

CLASSIFICAÇÃO BOTÂNICA

Família
Poaceae
Gênero
Panicum
Espécie
maximum
Cultivar
Mombaça
Nome Comum
Mombaça
SEMENTES

Dicas de plantio

SEMENTES

Dia de Campo - Coopermota

SEMENTES

Vantagens da MG13 Braúna

SEMENTES

MG12 Paredão Faz. Santa Clara do Timbé


Nome científico: Panicum maximum Jacq.

Cultivar: Mombaça (ORSTOM K190A; BRA 0066645)

Fertilidade do solo: Alta

Forma de crescimento: Touceira cespitosa

Altura: Até 1,6m

Utilização: Pastejo direto, silagem e fenação

Digestibilidade: Excelente

Palatabilidade: Excelente

Precipitação pluviométrica: Acima de 800 mm anuais

Tolerância à seca: Média

Tolerância ao frio: Média

Teor de proteína: 12 a 16% na MS (Matéria Seca)

Profundidade de plantio: 0,5 a 1,0cm

Ciclo vegetativo: Perene

Produção de forragens: 20 a 28 t/ha/ano de matéria seca

Solos úmidos: Baixa tolerância

Consorciação: Todas as leguminosas, principalmente as trepadeiras

UTILIZAÇÃO E MANEJO


Recomendado para bovinos em fase de engorda e produção leiteira. Pode ser consumida por eqüinos e ovinos. O Mombaça por apresentar talos mais grossos que o Tanzânia, deve ser pastejado sempre verde. Se os animais forem colocados em pastagens, maduros e passados de Mombaça, irão refugar estes talos grossos e lignificados, acarretando um "envaretamento" das plantas e como conseqüência o início do processo de degradação da pastagem.

        O Mombaça é uma forrageira que deve ser intensamente explorada durante o período chuvoso, época em que o crescimento é mais intenso e a qualidade nutricional também é maior. A distribuição da forragem produzida durante o ano, é mais bem distribuída nesta pastagem, que apresenta período de florescimento também mais tardio que os demais Panicum maximum.

        No período chuvoso a quantidade de dias para a recuperação deste pasto após o pastejo deve ser de no máximo 30 dias

QUANTIDADE DE SEMENTES NO PLANTIO


 Para o cálculo da quantidade desta semente no plantio recomendamos o uso do quadro de Fatores para Panicum maximum  abaixo e a fórmula:


FATOR  = kg/ha de sementes

   VC




 As condições de plantio referem-se ao preparo de solo, as condições climáticas da região (chuva, temperatura do solo e luminosidade), se o solo foi corrigido (calagem) e fertilizado, se há problemas com insetos (formigas, cupins, grilos, gafanhotos, lagartas, cigarrinhas, etc), se há problemas com a infestação de ervas daninhas, etc.

        Estas informações deverão ser obtidas com o proprietário ou o administrador, pois são estas pessoas que conhecem melhor a região, para recomendarmos a quantidade necessária de sementes no plantio, assim como a forma em que será plantada. Por exemplo: condições médias de plantio, utilizando-se uma distribuidora de calcário e sementes com VC de 25%.


FATOR =  220  = 8,8 kg/ha de sementes de VC 25%

  VC          25

ORIGEM


Cultivar introduzido no Brasil pela EMBRAPA, coletado em 1967 próximo a Korogwe na Tanzânia (África), pelo ORSTOM (Institut Français de Recherche Scientifique pour le Developpement em Coopération), em 1969.

        Foi avaliado além do Brasil, no México, Cuba e Colômbia.


CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS


É uma planta cespitosa de ciclo anual, com altura média de 1,65m, folhas quebradiças, com largura média de 3,0cm e sem cerosidade. As lâminas apresentam poucos pêlos, duros e curtos, principalmente na face superior. As bainhas são glabras. Os colmos são levemente arroxeados. A inflorescência é uma panícula, com ramificações primárias longas e secundárias longas apenas na base. As espiguetas são glabras e uniformemente distribuídas, de coloração arroxeada em aproximadamente 1/3 da superfície externa. O verticilo normalmente apresenta micropilosidade..


CARACTERÍSTICAS AGRONÔMICAS


Com relação à acidez e a fertilidade do solo, é exigente igual aos outros cultivares de Panicum maximum, no entanto, tem apresentado maior eficiência na utilização do fósforo do solo que os demais cultivares. Assim, para o mesmo teor de P extraível, o Mombaça tem apresentado maiores produções de matéria seca total e de folhas. Após dois anos, em solo de cerrado adubado, em condições de pastejo, quando comparada ao Tobiatã, além de proporcionar maior lotação, apresentou maiores produções de matéria seca e teores mais elevados de fósforo nas folhas.

        Em um grama de sementes de Mombaça, existem aproximadamente 770 sementes puras, a mesma quantidade que o Colonião.

        O Mombaça produziu 33 t/ha/ano de matéria seca foliar em parcelas sob cortes manuais, ou seja, 130% e 28% a mais que o Colonião e Tanzânia I, respectivamente. Apresentou menor estacionalidade de produção que o Colonião; enquanto o Mombaça e Tanzânia I produziram, na seca, 11% do total anual, a cv. Colonião produziu apenas 3%. O cultivar Mombaça apresentou também uma alta porcentagem de folhas (82%), semelhante à Tanzânia I (80%), porém muito mais elevada que o Colonião (62%). Os teores de proteína bruta nas folhas e nos colmos foram de 13,3% e 9,7%, respectivamente, e sem grandes variações ao longo do ano.

        Com relação à cigarrinha, houve uma superioridade com relação ao cv. Tobiatã, mas inferior ao cv. Tanzânia, tendo, portanto, média resistência à cigarrinha.

        Em três anos sob um sistema de pastejo flexível, o Mombaça e Tobiatã tiveram 14 dias de pastejo e 60 dias de descanso, durante o período seco. Durante as águas, no entanto, o Tobiatã possibilitou 12 dias de pastejo e 37 de descanso, enquanto que a Mombaça, 14 dias de pastejo e 35 dias de descanso. Estes resultados propiciaram estimativas da capacidade de suporte de 2,3 U.A. para a Mombaça e 2,0 U.A. para o Tobiatã.

Esta diferença deve-se à maior porcentagem de folhas apresentadas pela Mombaça, que foi em média, durante o ano de 47% e para o Tobiatã de 38%.

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